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15 gírias e expressões que são a “cara” do catarinense

O professor Richarles de Carvalho esclarece porque falamos de maneiras diferentes em todo o país

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23/05/2017 14:34
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Pode-se dizer que o Brasil, graças à miscigenação, é um país com uma identidade cultural muito variada. É muito normal que em cada região do país exista uma cultura diferente, assim como um sotaque e um jeito de falar muito específicos de cada lugar.

“Essa diferença no modo de falar e essas expressões tem a ver com a variação linguística”, explica o coordenador adjunto do curso de letras da Universidade do Extremos Sul Catarinense, Richarles Souza de Carvalho.

A variação linguística, de acordo com o site portugues.uol.com.br, é um fenômeno que acontece com a língua e que pode ser compreendida por intermédio das variações históricas e regionais.

“O jeito de falar do catarinense sofreu influências do espanhol, pela proximidade com países vizinhos que tem o espanhol como idioma. Também sofreu influência do açoriano, o português dos Açores, quando durante a migração uma leva de portugueses dos Açores veio para Santa Catarina”, informa Carvalho.

Santa Catarina, justamente por sofrer essas influências, tem dialetos diferentes dependendo de cada região. Entretanto separamos aqui algumas gírias e expressão que são conhecidas em todo o estado.

Então, como diria um bom catarinense: “Tu deixa de ser tanso e confira as expressões.

TANSO (a)- “Significa bobo, burro, idiota. Entretanto, é usado de forma mais amigável quando uma pessoa não consegue fazer determinada coisa em determinado momento”, conta Richarles.


BOCA MOLE – Significa abobado, pessoa que não tem autoridade. “Também pode significar o mesmo que tanso”, explica o coordenador.

DAR UMA COÇA – é dar uma surra, bater, brigar.

DIJAHOJE – usa-se para expressar que algo aconteceu mais cedo. “Aconteceu hoje, um pouco antes disso” exemplifica Richarles.

CAMAÇADA DE PAU – Também significa surra, entretanto, para o coordenador do curso de letras da Universidade de Criciúma, Richarles Souza de Carvalho, é um pouco mais grave. “É uma baita coça”, brinca.

EMBACIADO – vidro sujo ou algo que perdeu o brilho ou a transparência (o mesmo que embaçado).


PAU DE VIRA TRIPA – pessoa muito magra e alta. “Essa comparação surgiu porque a madeira que é usada para virar as tripas do boi ou do porco tinha que ser fina”, esclarece Richarles.

QUEBRAR OS CORNO – Quebrar a cara, cair, bater com o rosto.

BUCICA – cão de rua ou o feminino de cachorro (cadela). Cadela sem raça e de pelo duro. Também pode significar uma pessoa que apronta.

ESTROVAR – “É um empecilho”, explica Richarles. Significa atrapalhar, incomodar (estorvo).

ABOBADO – que é bobo, tolo, atrapalhado. “O mesmo que tanso”, esclarece o coordenador.

BOBIÇA – que é inútil, uma bobagem, besteira, algo desnecessário. “É algo sem importância”, informa Richarles.

CONFIADO – “Confiado é o particípio do verbo confiar, mas em Santa Catarina adquiriu um novo significado”, conta Richarles. Significa mimado, atrevido, abusado ou folgado.

JAGUARA – Pessoa em quem não se pode confiar, cafajeste, pessoa sem vergonha. Cão sem raça. Também pode significar algo mal feito.

PILA – “Significa dinheiro, só que pouco dinheiro”, esclarece o coordenador.

Para finalizar, assista ao vídeo do youtuber Lucas Cunha, onde ele fala sobre o “Dicionário Catarinense”.





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