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Meio ambiente

Manchas de óleo podem chegar ao litoral catarinense

Fatores podem propiciar o aparecimento de pequenas manchas no estado

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13/11/2019 20:11 Maria Alice Cavaler
Jornalismo Satc, Notícias de Criciúma e Região

No dia 2 de setembro surgiram os primeiros vestígios de óleo nas praias nordestinas. O petróleo cru se espalhou pelos nove estados do Nordeste, continua sendo retirado por voluntários, moradores, representantes de ONGs e militares do Exército e Marinha. Mas a pergunta dos catarinenses é: será que o óleo pode chegar às praias de Santa Catarina? Segundo a oceanógrafa e professora, Patrícia Costódio, são muitos os fatores que podem colaboram para que o petróleo venha também para o litoral catarinense, como as correntes, a deriva litorânea e os ventos.

“Pode ser que daqui há uns dois ou três meses se encontre pequenas manchinhas na praia. Não nas proporções que foram encontradas no Nordeste. A gente acredita que pelas correntes em todo nosso litoral, pode haver uma dispersão desse óleo para o estado”, explica.

Problemas que o óleo pode causar

Os malefícios do óleo são inúmeros, principalmente para os animais marinhos. Segundo a oceanógrafa, o hidrocarboneto, no caso o petróleo, é uns dos tipos de poluente mais persistentes, ficando atrás somente dos pesticidas ou fármacos.

“O efeito que ele vai ter de contaminação do ambiente será de diversas formas. Algumas frações do óleo vão evaporar ou se dissolver na água. As que estão aparecendo, ficam mais pesadas no contato com a água e se sedimentam”, pontua.

O impacto ambiental vai desde organismos que ficam na coluna de água ou então os que vivem no fundo, como os corais que foram cobertos pela substância. Com o derrame de petróleo, os danos podem ser físicos e químicos.

“O contato físico é imediato. Faz com que muitos dos organismos fiquem impedidos de comer, nadar e até respirar. Outro tipo, o químico, libera compostos presentes no óleo. Podendo ocasionar sintomas como náuseas, vômitos e desorientação. Há também danos graves, como dificuldade de locomoção ou alterações genéticas, endócrinas ou metabólicas”, salienta a oceanógrafa.

A partir do momento que o organismo se contamina com a substância, toda a cadeia alimentar fica sujeita a transferência do óleo. Quando esses acidentes acontecem, os cuidados ao ingerir os frutos do mar devem ser redobrados.

No site do Ibama há mais informações sobre os locais atingidos, a limpeza e como está a situação.

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