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Coronavírus

Empresas anunciam avanços em pesquisas da vacina contra Covid-19

No Brasil, expectativa é que testes iniciais sejam realizados em 9 mil pessoas

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09/07/2020 09:28 Cadu vieira
Destaques Crici. Reg., Jornalismo Satc, Notícias de Criciúma e Região

Após quatro meses de pandemia, inúmeras instituições e empresas privadas estão se esforçando para desenvolver uma vacina contra a COVID-19. Em alguns países, a vacina já está, inclusive, sendo testada em seres humanos. Uma das mais promissoras é a criada pela empresa chinesa Sinovac Biotech e que vai ser testada no Brasil. O teste da vacina deve ser realizado em 9 mil pessoas, nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou esse estudo devido a realização de uma análise das fases anteriores de teste da vacina. Com isso, é possível afirmar que foram realizados estudos não-clínicos em animais, cujos resultados demonstraram que a vacina apresenta segurança aceitável. Ela é feita a partir de cepas inativadas do coronavírus.

Além dos testes aprovados para estarem sendo realizados no Brasil pela empresa chinesa, a Universidade de Oxford, no Reino Unido, que também estuda a produção de uma vacina, entrou no início de junho em sua terceira fase de testes clínicos.

Em uma discussão nesta semana entre representantes do Ministério Público Federal (MPF), Ministério da Saúde, Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU), foi debatida a aquisição da vacina que está sendo produzida pela Oxford, e quais os riscos que podem estar nesta aquisição.

A avaliação do MPF é que a aquisição da vacina envolve um risco já que é preciso aderir à pesquisa e, ao final, a vacina pode não se mostrar viável, mas por um lado o Ministério da Saúde defendeu que não aderir à pesquisa pode deixar a população brasileira sem acesso à vacina contra a Covid-19. Na sua primeira etapa, serão produzidas 30,4 milhões de doses, das quais 15,2 milhões serão entregues em dezembro de 2020 e 15,2 milhões, em janeiro de 2021.

Recrutamento de voluntários inicia semana que vem

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, informou que a partir da próxima semana o setor de pesquisas da instituição começará o recrutamento dos voluntários por meio de um aplicativo que ainda será colocado à disposição dos interessados. De acordo com ele, a expectativa é de que, caso a vacina seja bem-sucedida, sua disponibilização ocorra a partir de meados de 2021.

“No mundo, são 136 vacinas sendo testadas, 12 delas em estudos clínicos. Dessas, três estão na fase 3, a mais avançada. Uma dessas é a que o Butantan fez esse acordo e é uma das que têm grande chance de chegar ao público”, afirmou o diretor.

Na fase 2, realizada com mil voluntários na China, foi observada a eficiência da vacina em mais de 90% dos voluntários. Segundo Covas, a expectativa é de que uma análise preliminar dos resultados ocorra ainda este ano, o que possibilitaria o uso da vacina em meados do ano que vem.

Pesquisas nos Estados Unidos

Já nos Estados Unidos da América a farmacêutica americana Moderna relatou na manhã desta quarta-feira (8), avanços em sua candidata à profilaxia da doença. De acordo com a empresa, a inscrição de voluntários para a “fase 2” foi concluída e, assim, a “fase 3” poderá ter início ainda em julho.

A Moderna e outros desenvolvedores de vacina estão trabalhando com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) e com a Agência de Alimentos e Remédios (FDA), e também com redes de imunologistas e outros especialistas em vacinas encarregados pelo NIH de ajudar a supervisionar o projeto de testes.

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