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Histórias

Vida de parteira: todos os dias uma hora não marcada com a alegria

Dona Leondina ajudou a trazer mais de 20 mil crianças ao mundo

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10/07/2020 10:13 Catarina Bortolotto
Destaques Crici. Reg., Jornalismo Satc, Notícias de Criciúma e Região

Fazer parte de momento felizes,  acalmar pessoas aflitas, ajudar mães momentos antes do parto… Durante 42 anos este foi o trabalho de Leondina Zavarise Bortolotto. Hoje, aos 79 anos, relembra dos momentos que passou durante sua jornada na área da saúde. Suas mãos ajudaram a trazer mais de 20 mil crianças a este mundo.

Tudo começou no dia 14 de junho de 1957 em seu primeiro dia de trabalho no Hospital Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Urussanga. Inicialmente realizava a limpeza da maternidade, mas em pouco tempo mostrou sua paciência e carinho com o próximo. Irmã Inês Nossa, responsável pelo setor, indicou que seguisse no caminho da Enfermagem e passou a ensiná-la pequenas coisas. “No começo eu não sabia fazer nada, então ela começou me ensinando a tirar sangue”, explicou Leondina.

Mesmo sem nenhum diploma e com poucos conhecimentos da área, ganhou elogios de muitos médicos, uma vez que nenhum paciente reclamava de seus cuidados. Durante sete anos auxiliou os médicos do hospital a realizar os partos, além de trabalhar no centro cirúrgico.

Um dia cuidou de um paciente que tinha retirado o apêndice e não imaginava que aquele homem seria seu esposo. Após se recuperar da cirurgia Celestino Bortolotto foi até o hospital onde se declarou para Leondina. “Em um ano estávamos casados. Eu resisti no começo por pensar que fosse impossível dar certo, já que ele tinha 20 anos e eu 23. Às vezes ele ia de bicicleta, na chuva, lá em Urussanga me ver”, conta.

Com o casamento veio também a mudança de cidade. De Urussanga para Criciúma. A troca a levou para uma casa próxima de seu novo trabalho, o hospital São João Batista. Ali foi sua segunda casa por 35 anos.

Ao ingressar no São João, Leondina começou a trabalhar no período noturno e foi em busca de aperfeiçoamento, fazendo o curso de atendente de enfermagem. No tempo em que permaneceu no hospital ficou nos dois primeiros anos atuando na pediatria e o restante no centro obstétrico.

Honrando e sendo grata ao trabalho, Leondina já passou muitas datas comemorativas longe da família. “Eu deixei de ir em muitas festas de aniversário e casamentos. Também passei alguns natais sem a minha família”, complementou. Mesmo que tenha perdido estes momentos, aquele hospital lhe trouxe suas maiores alegrias, uma vez que suas filhas Rita Luiziane, Liliane Aparecida, Kellen Cristina e Katia Fernanda nasceram ali. Além de seus netos Alexandre Henrique, Mariana, Luyza, Adriano, André e Catarina, sendo esta a última vez que Leondina auxiliou um parto.

No dia 8 de dezembro de 1999, quando passou a ser obrigatório o curso de técnico em Enfermagem Leondina teve que se despedir do local onde passou mais da metade de sua vida. “Eram vidas que chegavam ao mundo e participar da alegria da família era emocionante. Foi muito triste ter que me despedir de todas as amizades que eu fiz e de um lugar que eu gostava muito. Com certeza este foi o momento mais difícil de todo o meu trabalho”, contou emocionada.

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